Página Inicial > Sem categoria > Como ficaria a filha de Samuel Warren no séc. XXI?

Como ficaria a filha de Samuel Warren no séc. XXI?

Atendendo aos pedidos da leitora deste blog…

No início do ano fui andar em um dos pontos turísticos da Cidade Maravilhosa. Sim, a cidade é Maravilhosa, o que as pessoas fazem é que a estraga. Mas não, não é sobre urbanismo que me propus a falar hoje (ainda bem, os conhecedores da área agradecem)!

Lá estava eu andando quando vi um grupo de turistas. Turistas, como poderia saber? Fisionomia diferente? Não, evidentemente eram brasileiros comuns. Então os trajes? Também não, estavam vestidos como qualquer pessoa sensata (o que, evidentemente, elimina qualquer mulher de grandes cidades mais ao sul que utilizam maquiagem para ir à praia). O que me permitiu tirar tal conclusão em poucos segundos? Um dos rapazes usava, na cara de toda e qualquer pessoa, uma câmera digital. Mas não uma qualquer, e sim uma DSLR.

Quem gosta de fotos sabe que as DSLR são muito boas, permitem troca de lentes e são muito, mas muito, caras. Que carioca daria um mole daqueles?

Mas este também não é o tema de hoje. É que, daquele momento em diante, percebi quantas pessoas portavam máquinas digitais. A toda hora tinha gente tirando foto. E quem me conhece sabe que, apesar de gostar de fotos, não gosto que tirem fotos da minha pessoa.

E aí que está o motivo do post. Em uma era que quase tudo se descobre, sobre todo mundo, com alguns cliques, como fica o direito à privacidade? Direito este, para a presente análise, segundo o conceito de Louis Brandeis e Samuel Warren, de que a privacidade pode ser vista como o direito de ser deixado só.

O que fazer quando você está andando na rua e alguém tira uma foto na qual você aparece? E se esta foto for parar na Internet? De quem seria a responsabilidade de uma possível violação ao direito à imagem?

E com estas indagações vou parando, pois o tema é muito grande e não pretendo dizer tudo que penso a respeito em um só post!

PS: Não entendeu o título do post? Estuda! :)

Categories: Sem categoria Tags:
  1. sarita
    14, janeiro, 2009 em 08:54 | #1

    E aí eu me convenço que só não crio teses jurídicas brilhantes porque não associo os fatos da minha vida ao Direito. Fizesse isso, também eu escreveria algo como esse artigo… =P

  2. Dani H.
    14, janeiro, 2009 em 08:54 | #2

    hehe…entendi!!
    Também não gosto que tirem fotos da minha pessoa (o senhor, no entanto, em ocasião que não convém declinar, tirou uma foto minha…que por sinal foi até elogiada… a foto, pra ficar bem claro).
    Eu tenho uma foto sua…tirada com grande custo… você sabe…
    Agora…ao que parece você não perdeu a alma depois daquela foto né?
    Que droga… bem que eu tentei…

    Ah! Mais democracia viu… registrar pra comentar não dá!!!

  1. Nenhum trackback ainda.