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Arquivo de janeiro, 2009

Desenhando…

31, janeiro, 2009 8 comentários

Considerando que as leitoras não compreenderam a gravidade da questão, vamos desenhar!

Ou melhor, em dias modernos, que tal uma foto digital?

Distribuição de flocos no sorvete

Distribuição de flocos no sorvete

Pois é, tem uma boa parte da caixa sem um flocos sequer. Isto demonstra que a fábrica não pensou que o consumidor que compra sorvete de flocos quer flocos no sorvete todo. Fazer o que? Comer uma grande quantidade por vez, garantindo a melhor distribuição de flocos por porção comida! ;)

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John Rawls e o Sam´s Club

26, janeiro, 2009 5 comentários

Primeiro uma breve introdução, pois vai que um certo conhecido meu resolve ler este texto… John Rawls foi um filósofo norte-americano que viveu de 1921 até 2002. Dentre outras coisas, ele escreveu A Teoria da Justiça.

Em tal livro, Rawls desenvolveu a idéia de que para criar regras justas devemos estar sob o véu da ignorância. Basicamente é o seguinte: só conseguimos fazer regras justas se não soubermos a nossa posição no jogo. Se já sei a minha posição na sociedade, tenderei a proteger as pessoas de tal posição; mas, se não sei, tenderei a fazer regras justas e imparciais.

E o que isto tem a ver com o Sam´s Club? Irei falar sobre o impacto dele sobre os mercadinhos locais? Do desemprego que causa com sua política de compra mundial? Ou da economia para seus associados?

Nada disto leitoras (sim, os comentários provam que tenho 2!). Para quem já falou sobre a utilização de mundos virtuais para a verificação prática da aplicabilidade da teoria de Rawls, isto seria simples (ou racional) demais.

É que eu comprei um sorvete de flocos no Sam´s. Daqueles de marca própria, em pote de 5 litros. Só que quem preparou o sorvete não conhecia, ou pelo menos não dá a menor importância, para a teoria do Rawls. É que as raspas de chocolate não foram igualmente distribuídas pelo sorvete. Melhor dizendo, existe uma parte cheia de raspas e outra sem raspa alguma!

Ou seja, ele simplesmente ignorou o fato de que uma pessoa que compra um sorvete de flocos pode querer flocos em todas as 42 bolas de sorvete que tem na caixa. E que as raspas devem ser de alguma forma igualmente distribuídas, para que casa pessoa tenha igual chance de conseguir as raspas.

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Raciocinar, não decorar.

17, janeiro, 2009 8 comentários

Ontem uma certa pessoa pediu ajuda com alguns problemas de matemática. Sinceramente não sei o motivo para as pessoas acharem que eu entendo algo de matemática! Mas tudo bem, se não conseguirmos fazer uma boa ação por dia, que façamos pelo menos uma por mês ou ano!

Ia tudo bem, ela já percebendo que eu posso até acertar, mas explicar como eu fiz não é exatamente o meu forte, quando perguntou como o autor do livro tinha transformado x³ – x² -4x +4 =0 em (x-1)(x-2)(x+2). E eu falei que era simples, era só fatorar! Além de reclamar deu dizer que aquilo era óbvio, ela perguntou: tá, mas como?

E aí veio o problema. Função de segundo grau é fácil, tem fórmula (que eu já não me lembro de cara), mas e de terceiro? Como era a fórmula para a de terceira mesmo? Eu nunca fui bom em decorar fórmulas! Fazer sem a fórmula eu até sabia (para começar há o método mais simples: testar valores com base nos números dados … no caso eu testaria -2, -1, 1 e 2 – simplesmente por os múltiplos deles aparecerem na equação), mas isto não seria uma resposta razoável. Já imaginou trabalhar ou fazer prova com base no método de tentativa e erro? Não seria melhor decorar uma fórmula?

Estava tarde, todo mundo cansado e falei que ia pensar em casa.

Hoje, lembrei disto enquanto estava com um tio. Ele é um verdadeiro gênio, principalmente em matemática e física. Logo, ninguém melhor para me responder qual era a fórmula. Em toda a sua sabedoria, disse que podia até existir, mas que não se lembrava. Hoje dizem que se não estiver no Google não existe, mas eu digo que se este tio não souber então não existe! E ele completou: “pelo que lembro sempre fiz isto pelo método de Ruffini, ou seja (como se fosse assunto corrente em mesa de bar), produzir uma outra equação polinomial de grau imediatamente inferior à que quero descobrir”.

Aplicando ao caso, o método Briot-Ruffini seria transformar o x³ – x² -4x +4 =0 em uma equação de segundo grau vezes uma de primeiro.

E aí digo eu, a resolução seria a seguinte (segundo a minha forma de ver):

x³ – x² -4x +4 =0

x³ – x² -4(x -1)=0

x²(x-1) -4(x-1) =0

(x-1) (x²-4) = 0 < Transformação

(x-1)(x-2)(x+2) =0 < Resultado

Ou seja, não tem uma fórmula, mas existe um método de raciocínio. E aí entra o título. Quem decora pode até resolver alguns casos rapidamente, mas quem aprende a raciocinar pode fazer mais casos (e não se esquece do raciocínio).

É, posso ter esquecido que ax² + bx + c = 0 tem x = (-b +- (b² – 4ac)1/2)/2a, mas ainda consigo resolver, nem que seja pela cara da equação!

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Como ficaria a filha de Samuel Warren no séc. XXI?

13, janeiro, 2009 2 comentários

Atendendo aos pedidos da leitora deste blog…

No início do ano fui andar em um dos pontos turísticos da Cidade Maravilhosa. Sim, a cidade é Maravilhosa, o que as pessoas fazem é que a estraga. Mas não, não é sobre urbanismo que me propus a falar hoje (ainda bem, os conhecedores da área agradecem)!

Lá estava eu andando quando vi um grupo de turistas. Turistas, como poderia saber? Fisionomia diferente? Não, evidentemente eram brasileiros comuns. Então os trajes? Também não, estavam vestidos como qualquer pessoa sensata (o que, evidentemente, elimina qualquer mulher de grandes cidades mais ao sul que utilizam maquiagem para ir à praia). O que me permitiu tirar tal conclusão em poucos segundos? Um dos rapazes usava, na cara de toda e qualquer pessoa, uma câmera digital. Mas não uma qualquer, e sim uma DSLR.

Quem gosta de fotos sabe que as DSLR são muito boas, permitem troca de lentes e são muito, mas muito, caras. Que carioca daria um mole daqueles?

Mas este também não é o tema de hoje. É que, daquele momento em diante, percebi quantas pessoas portavam máquinas digitais. A toda hora tinha gente tirando foto. E quem me conhece sabe que, apesar de gostar de fotos, não gosto que tirem fotos da minha pessoa.

E aí que está o motivo do post. Em uma era que quase tudo se descobre, sobre todo mundo, com alguns cliques, como fica o direito à privacidade? Direito este, para a presente análise, segundo o conceito de Louis Brandeis e Samuel Warren, de que a privacidade pode ser vista como o direito de ser deixado só.

O que fazer quando você está andando na rua e alguém tira uma foto na qual você aparece? E se esta foto for parar na Internet? De quem seria a responsabilidade de uma possível violação ao direito à imagem?

E com estas indagações vou parando, pois o tema é muito grande e não pretendo dizer tudo que penso a respeito em um só post!

PS: Não entendeu o título do post? Estuda! :)

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