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Não era sagrado?

28, julho, 2010 1 comentário

A notícia varia um pouco de acordo com a fonte da notícia (O Globo, Folha, Diário de Cuiabá), mas basicamente o que se conta é o seguinte:

O Consórcio Águas da Pedra está construindo uma usina hidrelétrica no noroeste do Mato Grosso. Tudo ia muito bem, com as obras em adiantado estágio, quando cerca de 300 índios resolveram invadir a obra. Teriam alegado que a área alagada era sagrada, pois tinha um cemitério indígena.

A minha ignorância sobre as crenças das diversas tribos brasileiras não permite discutir isto. Algo em minha mente diz que esta alegação (cemitério indígena ser terra sagrada) já foi feita antes. Além disto, me parece algo razoável.

Logo pensei: os índios vão pedir para não alagar o cemitério, transferir o cemitério ou qualquer coisa do gênero. A construtora se ferrou, pois vai ficar sem concluir a obra por causa de um cemitério indígena que não conhecia, esperando a decisão de um processo judicial que levará décadas para terminar… além, é claro, de por que diabos os índios só estão reclamando agora? Qual o motivo de não terem reclamado antes?

Ledo engano! Os índios pediram foi compensação. Algo como estradas para as aldeias, formação de professores indígenas, médicos etc.

E parece que a empresa não tinha entregue o Plano Básico Ambiental (PBA) no prazo. Com isto, os índios ficaram sem saber quais seriam as compensações pela obra, e resolveram invadir a mesma. Veja no site da FUNAI.

Ou seja, aparentemente a empresa estava sim errada, uma vez que não entregou a documentação em dia, o que gerou um problema de comunicação e a invasão dos índios. Aliás, dizem que foi – pelo menos para uma invasão – ordeira.

Mas a área não era sagrada???

Duas coisas:

i) Ao contrário de muito “homem civilizado”, os índios parecem aceitar a idéia de compensação. Nestes muitos entram alguns ambientalistas e defensores de impossibilidade de remoção de favelas, que acreditam que árvores e pessoas sem posses são intocáveis, não importa se vai se derrubar uma árvore e plantar 100, ou se a pessoa será removida para uma casa melhor, em local com boa infraestrutura.

ii) Índio sabe lutar por seus direitos, cara pálida!

Exame da OAB

5, junho, 2010 Sem comentários

Antes uma breve explicação: bacharel em direito não é, necessariamente, advogado!

Ah, então tem advogado que não fez faculdade? Não mais, já se vai um bom tempo que para a pessoa ser advogada ela tem que ter se formado em uma faculdade de Direito (ou ciências jurídicas, ou outro nome estranho que a faculdade tenha dado ao curso). Mas não basta se formar em uma faculdade, é necessário fazer o Exame da Ordem dos Advogados do Brasil e, evidentemente, ser aprovado.

Mas com isto funciona? É simples, para ser advogado, a pessoa tem que ser inscrita na OAB. E para se inscrever como advogado, tem que passar no Exame. Foi a forma que a Instituição conseguiu para evitar que bacharéis em direito sem uma qualificação mínima pudessem “difender os entereçes da populassão”.

Claro que muitos reclamam, principalmente os que não passam, alguns dizem que é uma forma de reserva de mercado para os advogados já estabelecidos e outros que é uma forma da OAB ganhar dinheiro.

Vamos por partes…

O Brasil possui mais de 620.000 advogados! É, isto mesmo, 620.000! É quase 1 advogado para cada 311 pessoas. Parece pouco? Mas não é não, tanto assim que muitos dos 620.000 trabalham com os mais diversos temas, menos com Direito.

Ahhhh, então é para fazer reserva de mercado ué. Não deixam ninguém entrar para não ter que dividir o bolo…

Se este for o objetivo, esqueceram de avisar à OAB. No último ano foram aprovados 16.507 no Exame 2009/2, 11.444 no Exame 2009/1 e 12.659 no Exame 2008/3. Ou seja, em um ano 40.610 pessoas passaram no Exame. Falemos a verdade, isto é restringir o mercado? Claro que não!

Vamos ao segundo mito, de que é uma forma da OAB ganhar dinheiro.

A inscrição no Exame é realmente carinha, R$200,00! Mas será que é vantajoso para a OAB ficar reprovando as pessoas? A menor anuidade da OAB/RJ é de R$360,00. Uma conta rápida diria que a inscrição nos 3 Exames do ano renderia mais dinheiro (R$600,00) que um ano de anuidade (R$360,00). Mas quantas pessoas fazem os 3 exames seguidos no ano? Quantas desistem de fazer o exame? Além disto, a longo prazo a anuidade sobe para o mínimo de R$480,00!

Ou seja, o Exame não existe nem para restringir o mercado nem para a OAB ganhar dinheiro. Duzentos reais é muito? Pode até ser, mas aí cabe brigar pela redução do valor, não para acabar com o Exame.

Mas qual o motivo do post? É que a pesquisa do mês de junho de 2010 da Agência Senado versa sobre o PLS  186/2006, que pretende acabar com o Exame da Ordem.

É triste como os políticos fazem qualquer coisa para ganhar votos. Imaginem o cidadão da charge podendo ser ”adevogado”:

—–

Evidentemente que não passar no Exame da OAB não quer dizer que a pessoa não sabe, que é burra ou qualquer coisa do gênero. Quer dizer que ela não foi bem na prova, o que pode ter ocorrido por não ter estudado o suficiente, não ter dormido bem ou qualquer outra coisa. Mas o Exame é uma forma de avaliação válida, apesar de seus defeitos.

Filhos doentes e o Empregador

18, maio, 2010 2 comentários

Já se vai um bom tempo e eu estava em uma aula de Direito do Trabalho. Falava-se (sim, falava-se, pois a aula era bem participativa, não era um monólogo da professora) das faltas justificadas do empregado, como falecimento de determinados parentes, casamento, nascimento de filho, doença do empregado … bla bla bla.

Terminado o longo rol, um dos alunos reclama que não estava previsto o direito de faltar por doença de filho, o que era um absurdo, pois a Constituição garante a Dignidade da Pessoa Humana, o amparo às crianças … bla bla bla.

A professora, juíza do trabalho, disse que realmente ter que trabalhar com o filho doente era complicado, mas que ela defendia a não existência de tal previsão. Afinal de contas, como ficaria o empregador se ela pudesse faltar cada vez que um dos seus filhos ficasse doente?

// Corte no Tempo – - – Alguns anos após //

Hoje, uma notícia publicada pela Câmara me chamou atenção: basicamente um projeto de lei foi aprovado em uma das Comissões da Câmara prevendo que o empregado pode faltar durante 30 dias, sem perda do salário, em caso de necessidade médica de acompanhar filho de até 12 anos. Ou seja, a falta justificada que o meu colega tanto queria …

Mas isto é justo?

A primeira coisa que eu pensei, tanto agora quanto na aula, foi o pacto que empregado e empregador fazem: no fundo, deixando a técnica de lado, o empregado “vende” o seu tempo para o empregador. Claro que não é só isto, mas em termos leigos seria isto. Seria justo o empregador pagar por um tempo que o empregado não ficou à sua disposição?

Vejamos a situação de outra forma: a distribuição de riscos entre empregado e empregador. O empregador assume o risco do negócio não dar certo, de um cliente não pagar, dos concorrentes serem mais eficientes, da empresa dar prejuízo … nestes casos, ele não pode simplesmente deixar de pagar o empregado. Afinal de contas, o risco da atividade é do empregador.

Mas o risco do filho do empregado ficar doente, está dentro do risco do negócio do empregador? Ou seria um risco do empregado?

Para mim é claro que é um risco do empregado. Ele teve o filho, ele cuida do filho, se tiver que faltar para tomar conta do filho doente não seria justo passar o prejuízo para o empregador. É claro que o empregador pode compreender a situação, abonar a falta, já prever isto num acordo de banco de horas etc. Mas impor ao empregador pagar até 30 dias por ano para o empregado poder cuidar dos filhos doentes não é uma medida sensata.

Até por uma questão muito simples: quem vocês acham que o empregador médio iria preferir em uma disputa por uma vaga de emprego, entre dois candidatos iguais, um que pode ter que faltar 30 dias por ano, sendo remunerado por isto, ou outro que não possa? E quem ele mandaria embora, um que tenha faltado 30 dias para cuidar dos filhos doentes, ou outro que não o tenha feito. Isto sem falar da grande possibilidade de fraude.

Ou, colocando de outra forma, o que você acharia da sua empregada ou do seu porteiro faltarem 30 dias por ano? Ou da professora dos seus filhos (sem aviso, sem a creche/escola ter como ficar com as crianças lá)?

Claro que tem gente já pensando: ah, então você vai defender o fim das outras faltas justificadas…

Não, pois elas possuem motivos mais gerais, aceitáveis e controláveis.

Por exemplo, se falece um parente, a pessoa realmente não vai ter condições de trabalhar. E isto não vale para aquela tia distante, pois a lei é clara quando fiz que a falta é de “até 2 (dois) dias consecutivos, em caso de falecimento do cônjuge, ascendente, descendente, irmão ou pessoa que, declarada em sua carteira de trabalho e previdência social, viva sob sua dependência econômica;“. E o empregador pode e deve exigir a certidão de óbito, além de ser algo que se espera que o empregado não tenha participado da causa.

Ah, mas o casamento ele pode provocar… Bem, se alguém se casar para ter os dias de folga…

E por aí vai, com justificativa para os diversos casos.

Para acalmar os ânimos faço a minha proposta: que o empregado possa faltar, mas que a falta seja descontada do seu período de férias. Assim o empregado pode prestar assistência aos seus filhos na hora da doença, reparte um pouco do prejuízo com o empregador (que deixa de ter o empregado naquele dia, sem se preparar para tal), mas se evitam fraudes e um prejuízo maior para o empregador.

E antes que os empregadores reclamem: pensem bem, se o caso for sério, ou o empregado vai faltar, ou vai começar a procurar um patrão melhor!

Reuniões…

15, março, 2010 1 comentário

Reunião de condomínio é uma coisa que ninguém gosta de ir, por isto muito pouca gente vai. Na última aqui no prédio só tinha a síndica, a sub-síndica, os conselheiros e dois moradores! Claro, evidentemente que depois todo mundo que não foi reclama do aumento das despesas do prédio, mas poucos se dispõem a ficar 2 horas por ano na reunião.

Mas hoje vamos falar de uma outra reunião: a da associação dos moradores do bairro.

“Ah, está me zoando né? Você foi a uma reunião de associação de moradores? Tem nada melhor para fazer não?” dirá minha atenta, quiçá única, leitora.

Fui sim, pois como as autoridades poderão melhorar o bairro se nós não nos manifestarmos?

E a impressão que tive da reunião foi exatamente esta: muita coisa não melhora por a população não se posicionar. Todo mundo reclama pelos cantos, mas poucos, efetivamente muito poucos, se dispõe a investir 2 horas em uma reunião que pode melhorar seu dia a dia.

Investir sim, pois ir lá reclamar, debater, procurar saídas para melhorar o bairro é um investimento que pode ter retorno.

Claro, evidentemente rola política. Na reunião de hoje tinham duas vereadoras (uma que conseguiu se reeleger, outra que ficou como suplente). Parece até cidadezinha de interior, ao invés de juntar esforços uma delas elogiou a outra para em seguida meter o pau.

Mas foi realmente interessante ver o comandante do batalhão de polícia local falar dos problemas que enfrenta no policiamento, do que já conseguiu fazer, do que está fazendo, das reclamações que tem e vai ter por estar mudando o sistema de policiamento da área (tirando o policial da cabine, na qual protege bem poucos prédios e o colocando para circular pela rua, ampliando seu raio de proteção em troca de uma menor efetividade naquele local).

E também foi curioso ver a postura de uma senhora. Ela quer que a polícia retire os bandidos da rua, mas não quer “dar parte” se for vítima de algum crime. Depois de um tempo o comandante conseguiu explicar que sem a iniciativa da vítima ia ficar difícil a polícia prender o bandido.

É complicado.

Antes que fique com 0…

21, maio, 2009 2 comentários

leitoras, acredito mais prudente terminar o assunto!

Basicamente devemos fazer com nossos políticos o que alguns prédios fazem com seus síndicos: pagamos um fixo e eles também racham a conta.

A minha proposta é simples: calculemos um valor para cada deputado ou senador. Sei lá, R$100.000,00 por mês está bom? Pensem bem, R$ 1.200.000,00 por ano.

Mas TUDO o que eles receberiam seria este valor. 12 parcelas anuais iguais. E deste dinheiro teriam que pagar tudo, tanto seu pró-labore, quanto salários (incluindo direitos sociais e impostos) dos empregados, passagens, telefonemas, carros, apartamento, condomínio…

Condomínio, que condomínio? Ué, o condomínio do Congresso! A idéia é que eles tenham uma verba fixa para pagar todas as despesas, incluindo todas as despesas do Congresso. E aí podemos citar os salários dos empregados, dos cedidos, as aposentadorias e pensões, a manutenção do edifício, os prestadores de serviço, os terceirizados…

O que ganharíamos com isto? i) a despesa seria fixa; ii) sofrendo as conseqüências de seus atos nos próprios bolsos, eles passariam a tomar mais cuidado com os gastos; iii) os políticos honestos (sim, eu acredito que existam) poderiam economizar dinheiro para suas campanhas.

Aliás, isto me lembra um comentário sobre uma deputada. Falaram que ela era séria, que o que combinasse de salário com ela a pessoa efetivamente recebia… diante da cara atônita do interlocutor, a pessoa explicou: sabe como é? Tem muito político que fica com parte do salário dos assessores!

O Síndico

21, maio, 2009 Sem comentários

“Cuidado com o disco voador, tira essa escada daí. Essa escada é pra ficar aqui fora.

Eu vou chamar o síndico Tim Maia! Tim Maia! Tim Maia! Tim Maia!”

(W/Brasil – Jorge Bem Jor)

Síndico é basicamente aquele infeliz cidadão de boa alma que recebe mil reclamações, mas que tem o reconhecimento do seu valor igual a limite de 1 sobre x, com x tendendo ao infinito.


Ok, ok, ok! Minhas leitoras são advogadas… logo, síndico é aquele cara que não é reconhecido, apesar do árduo trabalho que enfrenta.

Imaginem o trabalho que dá ter que administrar o prédio, ouvir reclamações de que tem morador fazendo obra no domingo – mesmo que a “obra” seja fazer um furo para colocar um quadro, ter que lidar com os empregados, negociar com os fornecedores, resolver os problemas decorrentes do cano do condomínio que arrebentou… calma, o cano é mesmo do condomínio? E isto se todos os moradores confiarem plenamente nele, caso contrário ainda vai ser chamado de ladrão!

Pois é, atividade extremamente ingrata. Mas por que alguém em sã consciência seria síndico? Uns para ocupar o tempo, outros por gostarem (tem louco para tudo) e alguns para evitar um síndico pior. Entretanto, independente do motivo, na maioria dos casos os condôminos concordam em pagar uma certa quantia ao síndico para minorar a sua dor.

Em alguns prédios é um valor fixo, todo mês o síndico recebe x de pró-labore. Em outros se concede um desconto no valor do condomínio. Mas o que é melhor?

Se considerarmos que o fixo seja o mesmo que o valor que ele pagaria de condomínio, o melhor é que ele receba um fixo!

Mas não seria a mesma coisa, as leitoras poderiam perguntar. Não, pois se ele receber um fixo, será de seu interesse pessoal manter o condomínio no menor valor possível. Já se ele for isento do pagamento do condomínio, quanto mais serviços que este preste (p. ex. manobrista) ou investimentos que faça (como uma reforma), mais ele será beneficiado. Além disto, na segunda opção o síndico não será afetado por um aumento absurdo no salário dos funcionário. Ou melhor, será sim, pois os empregados ficarão mais felizes e tratarão o síndico melhor.

Conclusão: quem administra o dinheiro tem que ser diretamente impactado pelo seu uso. Deve se beneficiar das economias e arcar com os desperdícios.

O que isto tem a ver com o Congresso? Tudo a ver, só que lá os síndicos estão longe e não são acessíveis e probos como a do meu prédio.


Subsídio…

17, maio, 2009 1 comentário

Nós, pobres mortais, recebemos salários (quando empregados). Senadores e deputados recebem “subsídios”. Aí começa uma coisa interessante, deputados e senadores recebem o mesmo valor… é, está lá no art. 49, VII, da Constituição.

Ok, sem considerar as divergências terminológicas, quanto eles recebem?

Por mais incrível que pareça, até por sermos nós que pagamos, deu um bom trabalho descobrir isto. Mas até que o dado veio completo.

Segundo a Câmara, um deputado recebia em 2008:
Subsídio: R$ 12.847,20
Auxílio Moradia: R$ 3.000,00 (para os que não recebem apartamentos funcionais)
Passagens Aéreas: de R$ 4.253,91 (Distrito Federal) até R$ 16.938,44 (Roraima)
Correios e Telefones: R$ 4.268,55. Dependendo do cargo recebe mais R$ 1.244,54 (cota não utilizada em um mês acumula para o seguinte)
Verbas Indenizatórias: R$15.000,00
Verba de Gabinete: R$ 50.815,62 (contratação de pessoal)
Publicações: R$ 6.000,00/ano

Muito?

Nem tanto, salvo alguns exageros é claro.

Para que um deputado do Distrito Federal recebe R$ 4.253,91 para gastar com passagens aéreas? E para que o de Roraima recebe R$16.938,44 se a passagem mais cara Boa Vista / Brasília / Boa Vista custa R$ 2.815,04 e o mês só tem 4 semanas?

Para que tanto dinheiro com Correios e Telefones?

Por que as contas se multiplicam? Sinto que a Dani vai ficar triste…

PS: Antes que as minhas 2 leitoras fiquem indignadas: R$ 12.847,20 não é muito para um parlamentar que trabalhe honestamente, o que não é bem a classificação a ser dada para a maioria dos nossos.

Passagens, terceirizados e muito mais…

16, maio, 2009 2 comentários

Nas últimas semanas muito tem se debatido sobre o que os políticos fazem com o nosso rico dinheirinho. Nosso, já que integro a parte da população brasileira que paga impostos, não somente o Imposto de Renda Retido na Fonte, mas também todos os tributos que incidem quando usamos o telefone, compramos comida, pegamos empréstimo ou fazemos qualquer coisa na vida.

 

Pois bem. Eles gastam o nosso dinheiro, mas quanto, como e em que?

 

O que aparentemente seria impossível descobrir, o quanto, foi até fácil: em 2008 gastamos R$ 717.654.890,00 (informação do SigaBrasil) para manter o Senado, casa que possui 81 membros. Ou seja, cada senador nos custou mais de oito milhões de reais em apenas um ano!

 

Mas como um senador, que não ganha nem R$30.000,00 por mês, pode custar tanto? Primeiro existem as verbas indenizatórias, depois temos os assessores, secretários, servidores com salários astronômicos, empresas contratadas…

 

E qual a solução?

 

Para o terror de uma das minhas leitoras, isto fica para outro post!