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Reuniões…

15, março, 2010 1 comentário

Reunião de condomínio é uma coisa que ninguém gosta de ir, por isto muito pouca gente vai. Na última aqui no prédio só tinha a síndica, a sub-síndica, os conselheiros e dois moradores! Claro, evidentemente que depois todo mundo que não foi reclama do aumento das despesas do prédio, mas poucos se dispõem a ficar 2 horas por ano na reunião.

Mas hoje vamos falar de uma outra reunião: a da associação dos moradores do bairro.

“Ah, está me zoando né? Você foi a uma reunião de associação de moradores? Tem nada melhor para fazer não?” dirá minha atenta, quiçá única, leitora.

Fui sim, pois como as autoridades poderão melhorar o bairro se nós não nos manifestarmos?

E a impressão que tive da reunião foi exatamente esta: muita coisa não melhora por a população não se posicionar. Todo mundo reclama pelos cantos, mas poucos, efetivamente muito poucos, se dispõe a investir 2 horas em uma reunião que pode melhorar seu dia a dia.

Investir sim, pois ir lá reclamar, debater, procurar saídas para melhorar o bairro é um investimento que pode ter retorno.

Claro, evidentemente rola política. Na reunião de hoje tinham duas vereadoras (uma que conseguiu se reeleger, outra que ficou como suplente). Parece até cidadezinha de interior, ao invés de juntar esforços uma delas elogiou a outra para em seguida meter o pau.

Mas foi realmente interessante ver o comandante do batalhão de polícia local falar dos problemas que enfrenta no policiamento, do que já conseguiu fazer, do que está fazendo, das reclamações que tem e vai ter por estar mudando o sistema de policiamento da área (tirando o policial da cabine, na qual protege bem poucos prédios e o colocando para circular pela rua, ampliando seu raio de proteção em troca de uma menor efetividade naquele local).

E também foi curioso ver a postura de uma senhora. Ela quer que a polícia retire os bandidos da rua, mas não quer “dar parte” se for vítima de algum crime. Depois de um tempo o comandante conseguiu explicar que sem a iniciativa da vítima ia ficar difícil a polícia prender o bandido.

É complicado.

Atrito Cinético

6, março, 2010 2 comentários

Lá estava eu voltando para casa de Metrô, ouvindo involuntariamente a conversa de duas pessoas. A moça aconselhado o rapaz a continuar lutando pela carreira musical dele, dizendo que tinha que lançar o disco, não fazer que nem um conhecido deles que queria fazer o “disco perfeito” e por isto nunca concluía o trabalho. Perguntou como ele estava se saindo, o rapaz disse que tinha feito alguns trabalhos, estava procurando novos e ela manda isso:

“Blá, blá, bla …. atrito cinético. Ou seja, se algo está em movimento, tende a continuar em movimento.”

Na hora eu pensei: mas se tem atrito tende a parar, não a continuar.

Pois é, quem sabe foi por isto que o outro nunca lançou o disco!

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Responsabilidade ambiental custa caro?

19, julho, 2009 2 comentários

Um tema que está muito em moda é a tal da Responsabilidade Ambiental. Todo mundo quer ser, ou pelo menos dizer que é, ambientalmente responsável. Mas como isto custa dinheiro, muita gente mais faz propaganda do que toma iniciativas concretas.

É justamente aí que existe um erro de avaliação. Algumas medidas de sustentabilidade podem representar redução de custos. Por exemplo, o reaproveitamento de água da chuva para lavar piso, molhar os jardins… mas é claro que até isto envolve um custo inicial: comprar uma caixa d´água específica, encanamento…

No entanto, teve um hotel com uma iniciativa brilhante: só troca as toalhas de banho e o lençol da cama se o cliente pedir. A idéia é razoável, pois ninguém, pelo menos ninguém normal, troca a toalha de banho e roupa de cama todo dia quando está em casa. Certamente, cada toalha que deixa de ser lavada significa alguns litros de água a menos. E claro, no final do ano gera uma grande economia para o hotel.

 responsabilidade_ambiental

Bem que eles podiam destinar o dinheiro economizado ao plantio de árvores ou algo semelhante…

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O que você faria…

24, maio, 2009 2 comentários

se estivesse em um carro e visse dois meliantes armados seqüestrarem uma pessoa em outro carro?

A primeira reação que se imagina é se abaixar, diminuindo a chance de ser atingido por uma possível bala perdida.

Outra é ficar parado e deixar os meliantes fugirem.

Mas, um homem teve uma idéia muito melhor! Ele simplesmente seguiu o carro, a uma distância segura, e foi passando todas as informações para a polícia por celular.

Resultado: os dois bandidos foram presos e a vítima solta sem nenhum arranhão!

As duas leitoras já devem estar imaginando: Londres? Paris? Nova Iorque?

Não, foi em São Paulo mesmo.

Parabéns para o corajoso, genial e pró-ativo paulistano.

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Metrô

21, maio, 2009 Sem comentários

Estação Estácio: pequena pausa na minha avaliação do Congresso.

 

Um dos maiores problemas do Metrô do Rio de Janeiro é a integração das linhas 1 e 2, que nunca foi concluída. Para quem não sabe, a Linha 2 não acaba, pelo menos não no projeto, na estação Estácio. De lá ela seguiria para a Carioca (que já tem uma segunda estação quase pronta), passando antes pela Estação Praça da Cruz Vermelha e terminando na Estação Praça XV.

 

Atualmente o Metrô Rio está construindo uma “interligação” entre as linhas 1 e 2. Ocorre que este projeto, além de não resolver nada, vai trazer mais problemas.

 

Próxima estação: Revista do Crea-RJ, página 32.

 

PS: Tive a grande oportunidade de trabalhar em um projeto com o Prof. Fernando MacDowell. Ele realmente entende muito do assunto e sabe do que está falando.

 

O Brasil não é para principiantes

12, maio, 2009 1 comentário

Dado ao termino do último post, cabe um novo…

É que a frase “O Brasil não é para principiantes” tem pai, maternidade e data de nascimento. Tom Jobim a falou em 1990, em uma entrevista para a revista Isto É.

Acaso ou não, o hospital mencionado no post que inaugurou a seção “O Brasil não é para principiantes” fica exatamente em São José do Vale do Rio Preto/RJ. E daí? Tom Jobim tinha um sítio neste município, onde se inspirou para compor algumas de suas mais belas canções, como Águas de Março, Dindi e Chovendo na Roseira.

E, por incrível que pareça, o município ainda não fez um museu para homenagear um dos maiores compositores da história brasileira. Se não como reconhecimento a um ilustre sitiante, caberia construir um museu pelo menos como forma para fomentar o turismo…

É, certo estava Tom Jobim, o Brasil não é para principiantes!

A pressa inútil de uns atrapalhando a vida de todos

7, abril, 2009 7 comentários

Como já foi muito bem registrado, a qualidade do Metrô do Rio de Janeiro precisa melhorar muito! O meio de transporte que já foi sinônimo de pontualidade, segurança e conforto (pelo menos para quem mora na Zona Sul) mudou muito nos últimos tempos…

Primeiro por o Metrô não ser mais pontual. Na verdade, já não posso mais contar que vou levar mais x minutos da minha estação até a do trabalho. Simplesmente o trem pode não vir no tempo pré-determinado, podem passar 3 no outro sentido e nenhum no meu etc.

Mas não só deixou de ser pontual, o Metrô passou a perder qualidade a olhos vistos. Não se enganem, eu já andei muito na Linha 2 e sei o que é sofrer no Metrô. É evidente também que no horário de rush o espaço per capta vai ficar reduzido, mas estão exagerando!

Antigamente, bem antigamente, 18:00 era um horário ruim de pegar Metrô no Centro indo para a Zona Norte. Depois, passou a ser impraticável pegar a primeira composição para a Zona Norte, dependendo da estação que você estivesse (o que faz com que algumas pessoas sigam para a Zona Sul e retornem para a Zona Norte). Mas agora, está complicado até pegar o Metrô para a Zona Sul. E isto em dias sem chuva!

(Antes que reclamem, isto não é bairrismo, é a realidade. Depois eu vou explicar o motivo do Metrô ficar superlotado e como isto poderia ser resolvido).

Mas o que a pressa de uns tem a ver com isto? É que, pelo segundo dia seguido, ao chegar à minha estação resolvi subir de escada comum. Sabem como é, além de não enfrentar tanta fila, perco uma meia caloria…

E como da outra vez, encontrei várias pessoas descendo a escada na mesma hora que um mundo de gente subia. Mas e daí?

Simples, por que elas não esperam o monte de pessoas subir para aí sim descerem as escadas? E não me digam que elas fazem isto para chegar mais cedo, pois elas já vão ter que pegar a próxima composição!

Se as pessoas esperassem, as que estão subindo o fariam mais rapidamente, não teria tantos esbarrões entre as pessoas e se reduziria a chance de quedas.

Quanto a como melhorar a estrutura do Metrô, fica para um outro post (para horror da Dani).

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