Reuniões…
Reunião de condomínio é uma coisa que ninguém gosta de ir, por isto muito pouca gente vai. Na última aqui no prédio só tinha a síndica, a sub-síndica, os conselheiros e dois moradores! Claro, evidentemente que depois todo mundo que não foi reclama do aumento das despesas do prédio, mas poucos se dispõem a ficar 2 horas por ano na reunião.
Mas hoje vamos falar de uma outra reunião: a da associação dos moradores do bairro.
“Ah, está me zoando né? Você foi a uma reunião de associação de moradores? Tem nada melhor para fazer não?” dirá minha atenta, quiçá única, leitora.
Fui sim, pois como as autoridades poderão melhorar o bairro se nós não nos manifestarmos?
E a impressão que tive da reunião foi exatamente esta: muita coisa não melhora por a população não se posicionar. Todo mundo reclama pelos cantos, mas poucos, efetivamente muito poucos, se dispõe a investir 2 horas em uma reunião que pode melhorar seu dia a dia.
Investir sim, pois ir lá reclamar, debater, procurar saídas para melhorar o bairro é um investimento que pode ter retorno.
Claro, evidentemente rola política. Na reunião de hoje tinham duas vereadoras (uma que conseguiu se reeleger, outra que ficou como suplente). Parece até cidadezinha de interior, ao invés de juntar esforços uma delas elogiou a outra para em seguida meter o pau.
Mas foi realmente interessante ver o comandante do batalhão de polícia local falar dos problemas que enfrenta no policiamento, do que já conseguiu fazer, do que está fazendo, das reclamações que tem e vai ter por estar mudando o sistema de policiamento da área (tirando o policial da cabine, na qual protege bem poucos prédios e o colocando para circular pela rua, ampliando seu raio de proteção em troca de uma menor efetividade naquele local).
E também foi curioso ver a postura de uma senhora. Ela quer que a polícia retire os bandidos da rua, mas não quer “dar parte” se for vítima de algum crime. Depois de um tempo o comandante conseguiu explicar que sem a iniciativa da vítima ia ficar difícil a polícia prender o bandido.
É complicado.