Memória …
Originalmente este post seria sobre a Avianca, uma empresa aérea ainda pouco conhecida no Brasil … mas como eu ia citar um post anterior sobre a Trip, resolvi procurar o post… e onde estava? Pois é, a memória pregando uma peça!
Então vamos, antes de tudo, fazer o post sobre a Trip!
A Trip é uma pequena empresa (pelo menos perto da GOL e TAM), caracterizada por voar para muitas cidades de médio porte. Basicamente a idéia deles, acredito eu, é de chegar até destinos não servidos pelas grandes empresas, ou oferecer rotas mais interessantes para parte do público. Por exemplo, se você vai do ponto A ao B, com outra empresa isto pode só ocorrer de madrugada, ou envolver uma escala no ponto C, já com a TRIP você vai direto, ou sem trocar de avião, ou em um horário mais razoável.
Para voar direto, e também pela minha curiosidade sobre como deveria ser voar em um avião bimotor, resolvi pegar um avião da Trip para Ribeirão Preto. Na fila ouvi alguns comentários sobre o avião não ter turbinas, o que aconteceria se ele tivesse uma pane e coisas do gênero. Pessoalmente acho mais provável o piloto conseguir pousar um avião deste tipo do que um Boing ou um Airbus, até mesmo por ser menor (mais fácil de achar um local de pouso). Além disto, é legal poder ver a hélice girando!
Evidentemente o avião não caiu, caso contrário eu não estaria aqui escrevendo este bando de abobrinhas, mas algumas coisas me chamaram atenção. Uma delas foi a diferença no atendimento.
Vale dizer que a primeira impressão não foi das melhores, pois eles tinham (aparentemente) marcado duas pessoas para a mesma poltrona. E eu era uma delas! Como eu já estava sentado (rs) e como tinha 1 poltrona vazia, não tivemos maiores problemas. Aliás, muito tempo depois fiquei sabendo que antigamente os aviões não tinham lugares marcados, o que gerava uma grande correria assim que as portas abriam, algo como era pegar a transferência para a Linha 2 em horário de rush (eu jurava que tinha escrito sobre isto também! Eta memória!),
Mas, foco! (nota mental: incluir post sobre foto, tem uma propaganda que demonstra isto muito bem)
E como tradicionalmente ocorre em algum momento do voo, anunciaram que seria servido o lanche. Qualquer pessoa que voa com alguma frequência sabe o que isto quer dizer: saco de amendoim, barrinha de cereal OU goiabinha. Aliás, uma coisa que eu consegui prever: a Gol passou a oferecer como “refeição” a goiabinha no lugar da barrinha de cereal, logo assim que a Bauduco lançou o seu produto. Como eu adivinhei? Simples, é mais barato! E aí veio a surpresa. Num bimotor resolveram servir a comida de antigamente! Valeu até uma foto!
As porções são pequenas, mas isto é um avião! E deu gosto de ver que se preocuparam em ter um sanduíche, uma sobremesa e frutas.
Nos vôos de volta (sim, pela TAM tinha escala) o lanche também foi melhor do que os tradicionalmente apresentados pela Gol, mas sem tantos requintes.
Interessante como um pequeno gesto, um pequeno lanche, algum detalhe qualquer, pode fazer com que o cliente passe a considerar um fornecedor como melhor prestador de serviço. Basicamente a TRIP deu umas frutinhas e um docinho a mais, enquanto que a TAM forneceu um lanche quente. Possivelmente o lanche ser quente traga mais problemas logísticos e saia mais caro, mas achei a proposta da TRIP mais interessante. Além, é claro, do sanduíche não ficar colando no papel!